A medicina veterinária de desastres   é  a especialidade onde atuam Médicos Veterinários capacitados para lidar com as necessidades dos animais atingidos por catástrofes ou situações especiais, ou no controle e logística de insumos específicos. Ganhou forte impulso mundial  á partir de 11 de setembro de 2001, onde diferentes desafios foram encontrados seja no atendimento de vitimas do colapso da torres gêmeas nos EUA, seja pelos quadros e desafios enfrentados  no suporte aos cães utilizados na busca de vitimas daquele evento. É uma área nova de atuação no Brasil, mas em franca ascensão em diferentes partes do planeta em especial, naqueles onde a ocorrência de desastres de diferentes tipos e classificações é recorrente.

Desastre ou catástrofe são termos, amplamente utilizado em situações calamitosas, envolvendo eventos de ocorrência intencional ou não, os quais afetam uma ou mais comunidades, pode ter intensidade variada entre regiões próximas. Desencadeia  impactos humanos, perdas materiais, econômicos ou ambientais disseminados, afetando de forma direta ou indireta os animais localizados nesses incidentes. Em geral  excedem a capacidade da comunidade afetada de lidar com o problema empregando seus próprios recursos.

“A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como catástrofe qualquer acontecimento que cause estragos, desestabilização econômica, perda de vidas humanas e deterioração de saúde, a uma escala tal, que justifique uma mobilização excepcional de auxílios vindos de fora da comunidade e da zona atingida e enfatiza o elemento específico da Medicina de Catástrofe: a insuficiência temporária de recursos para responder às necessidades (Bandeira, 2008)”.